O galo Simon
Sexta-feira, Julho 3, 2009 Comercial muito engraçado da Philips, que documenta o teste do seu produto Wake Up Light (lâmpada para acordar), um ‘despertador’ baseado na luz de uma lâmpada, que acende lentamente conforme programada. O teste foi feito com o galo Simon, de uma fazenda holandesa e a lâmpada foi programada para acender às 3h00m, antes do sol nascer. O objetivo era enganar Simon: se ele cantasse antes do alvorecer, então a lâmpada seria um sucesso.
Uma parafernália eletrônica de áudio e vídeo de ultima geração controlou o teste e o resultado... vale a pena ver no video.
Com o comercial a Philips lança o seu concurso de idéias criativas “Quem consegue desafiar a Philips?”. Um canal especial no Twitter é dedicado a captar ídéias de usuários. O prêmio é uma TV Philips Cinema Ambilight 21:9, super widescreen. A data limite para participação é até 10 de julho e o site oficial é www.philipsvs.com.
Peguei daqui.
Semaninha mais ou menos
Quinta-feira, Julho 2, 2009 Estou com uma gripe forte, que me deixa o corpo dolorido e trêmulo. Desejo enorme de ficar na minha cama até o fim do ano, pelo menos. A garganta dói. A cabeça dói. Os olhos e os ouvidos doem. A auto estima dói mais ainda. Febre e ranger de dentes, fazia tempo, hein? E os dias finalmente são tão lindos lá fora.
A Bia ta me dando nos nervos. Descobri agora que ela tem uma ração preferida – de nome “Petiscos do Mar – Salmão, Sardinha e Atum”. Antes ela comia qualquer uma que eu encontrasse no supermercado, mas um dia fiz a besteira de trazer a dos petiscos e pronto. Essa semana ela ficou dois dias em greve de fome porque a ração que eu trouxe foi “Manjares da Fazenda – Carne, Frango e Leite”. Pode acreditar, dois dias sem comer. Ela corria quando ouvia o barulhinho da ração caindo no prato, mas cheirava e saia desdenhosa, me olhando com uma cara de “que porcaria é essa que você me arrumou?”. Na maior bronca. Aí sentava no sofá e ficava me olhando de cara feia. Não queria saber de carinho nem de conversa – chegava a virar a cara quando eu falava com ela, juro por deus.
Caraca, deu raiva. Dois dias numa guerra comigo. Eu não sabia o que estava acontecendo... achava que ela ia acabar comendo, que a fome seria maior. Mas que nada, esqueci que gato não é cachorro... Eu me rendi e fui tentar resolver o problema. Testei comprar aquela ração molhadinha de lata e misturar com a seca. Nada. Testei a de Carne, testei a de Peixe, testei a de Ovelha, que a maioria dos gatos adora. Nada. Só quando eu trouxe, por acaso, esses petiscos do mar de novo ela devorou o prato todo e voltou a ser minha amiga. Estava ate ficando magrinha... A Bia é uma gata cheia de marra.
Outra dela é que está em plena gravidez psicológica. Não tem nem um mês que acabou o primeiro cio, estávamos contando o tempo pra castrar e agora ela novamente mia enroladinho e se revolve inquieta pelo chão. As tetinhas cresceram também. O vet diz que as vezes acontece de gatinhas novas desenvolveram gravidez psicológica depois do primeiro cio e que se for esse o caso ela toma uma injeção de hormônio e fica ok. Hoje tem uma consulta, meu filho vai levá-la - porque eu mesma só quero ficar de molho - ao som de YoYo Ma.
Pina Bausch
Terça-feira, Junho 30, 2009 
Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos. A coreógrafa alemã soube que tinha câncer há cinco dias, mas mesmo assim esteve em cena com a sua companhia no domingo na Alemanha e em seguida foi internada no hospital para fazer exames, porque se sentia muito cansada. E não saiu mais de lá.
Ela era conhecida principalmente por criar uma dança contundente e profundamente ligada ao teatro, que influenciou toda a nova geração de coreógrafos, inclusive brasileiros. Em suas coreografias os dançarinos em cena não dançam - eles correm, gritam e riem, as vezes até contam piadas... "O que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim o que as move”, disse ela, uma vez, a propósito de seu trabalho.

Pina Bausch esteve no Brasil cinco vezes. Em 1997 fui vê-la no Teatro Municipal aqui do Rio, na coreografia Cravos. Os ingressos foram disputados à tapa, conhecia sua fama e estava curiosa. E foi uma experiência definitiva logo na entrada: o teatro foi coberto com mais de 7 mil cravos, de vários tons, que deixavam um perfume no ar. A coreografia era diferente, meio hermética, mas absolutamente comovente. Ali eu virei fã ardorosa.

Dez anos depois, ela voltou ao Teatro Alfa, de S. Paulo, para apresentar a coreografia Água, inspirada no Brasil. Esse ano, a sua companhia, principal representante da dança da Alemanha no exterior, deveria ser a estrela maior da programação 2009 da Temporada de Dança do Teatro Alfa, que começa em setembro próximo.
Pequena, magérrima e sempre de preto, Pina Bausch revolucionou a dança na segunda metade do século 20. Sempre choro quando a vejo dançar. Fui às lágrimas naquela cena do filme Fale Com Ela, de Almodóvar, que mostra um trecho de Café Muller, sua coreografia mais famosa. Pina, com seu corpo magro e expressivo, mostra um desespero calado e uma solidão tão profundos que deixa meu coração em pedaços. Adoro dança, já vi muitos e diferentes espetáculos dessa arte - por isso posso dizer com certeza que nenhum coreógrafo me emociona tanto quanto Pina Bausch.
Quem te viu, quem te vê
Segunda-feira, Junho 29, 2009 Doze filmes nacionais estão em cartaz essa semana nos cinemas do Rio:
A Mulher Invisível, de Claudio Torres | Jean Charles, de Henrique Goldman | Divã, de José Alvarenga Junior | A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele | Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Claudio Manoel e Calvito Leal | Apenas o Fim, de Matheus Souza | Budapeste, de Walter Carvalho | Paulo Gracindo, o Bem Amado, de Gracindo Junior | Loki – Arnaldo Batista, de Paulo Henrique Fontenelle | Um Homem de Moral, de Ricardo Dias | Palavra Encantada, de Helena Solberg e Cantoras do Radio, de Gil Baroni.
Não gosto de todos esses filmes (embora tenha visto a maioria deles), mas acho sensacional que estejam sendo exibidos e atraindo platéias país afora. A produção nacional sempre me interessou muito, mas pra maioria das pessoas cinema brasileiro era sinônimo de porcaria... sem roteiro, sem atores, sem qualidades técnicas. Parece que as coisas mudaram...

Segundo revistas especializadas, de janeiro a junho o cinema nacional teve 11,5 milhões de espectadores em todo o país, mais que todo o público de 2008. Esse número foi puxado por Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, que saiu de cartaz mês passado, com seis milhões de ingressos vendidos. O Divã, peça de teatro adaptada para as telas, com Lilia Cabral e elenco, atraiu quase dois milhões de espectadores. E A Mulher Invisível, com Selton Mello e Luana Piovani, com três semanas de exibição já ultrapassou a marca de um milhão de ingressos vendidos. Bilheterias superiores às grandes produções americanas em cartaz, é bom lembrar. A ocupação de tela dos filmes brasileiros no mercado neste momento é de 19%, um recorde. No ano passado, no mesmo período, foi de 9,4%.
Cinema é a forma de arte mais cara que o ser humano já produziu, mas mesmo assim, segundo o site Filme B, existem hoje 19 filmes nacionais com roteiro em desenvolvimento; 56 em pré-produção/filmagem; 37 em finalização e 62 prontos, aguardando exibição. Entre esses últimos dois prováveis blockbusters: Os Normais 2, A Noite Mais Maluca de Todas, de José Alvarenga, com Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães e O Bem Amado, de Guel Arraes, com Marcos Nanini e Matheus Nachtergaele.
Quero muito ver nesse segundo semestre: À Deriva, de Heitor Dhalia; Do Começo ao Fim, de Aluizio Abranches; Coração Vagabundo, de Fernando Grostein Andrade e Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, cujas carreiras já estou acompanhando atentamente. Longa vida ao Cinema Brasileiro!
Os preferidos do público são comédias românticas, com artistas globais, roteiros enxutos e sem grandes questionamentos. Em comum, todos eles tem o apoio da Globo Filmes e distribuição a cargo de empresas estrangeiras, como Fox, Warner e Sony, também co-produtoras a partir de mecanismos de leis de incentivo. Ou seja, o diferencial é mesmo a distribuição e a divulgação, como sempre falaram os cineastas. Uma exceção é o documentário sobre o cantor Wilson Simonal, que chegou despretensioso e está fazendo boa carreira nas telas, somente com o boca a boca do público. 

